jpegVários dirigentes lotéricos entraram em contato com a redação para registrar e reclamar do aplicativo da Vivo. É unanimidade entre os empresários que as loterias da Caixa não têm prioridade dentro do banco e que os assuntos relacionados a esta área sempre ficam no final da fila.
Prometida desde 2009, as apostas nas Loterias Caixa pela internet ficaram restritas a Mega-Sena e somente para clientes que têm conta corrente na Caixa e com acesso ao Internet Banking CAIXA (IBC) podem fazer suas apostas na Mega. Além disso, a comissão sobre as vendas destes produtos, que poderiam aumentar o faturamento dos empresários lotéricos estão engordando o Fundo de Desenvolvimento de Loterias – FDL.
A proposta da Caixa, debatida e aprovada pelos empresários em vários encontros regionais, permitiria que o apostador escolhesse uma lotérica de vinculação através do CEP, de um cartão pré-pago ou de um cadastro no próprio site da Caixa, definindo assim, quem receberia os 9% de comissão do produto.
Através de ofício enviado ao superintendente Nacional de Loterias, Gilson César Pereira Braga e a superintendente Nacional de Rede Parceira, Ághata Siqueira, o presidente do Sindicato das Lotéricas do Estado de Santa Catarina – SINDELSC, Gilmar Cechet cobra uma postura da Caixa frente a concorrência perante a rede lotérica.
Confira:
“É com tristeza e sentimento de abandono da Rede Lotérica que vejo o comercial da VIVO, empresa de telefonia, chamando seus clientes para apostar na Mega-Sena via Smartphone, lamento ter que fazer este desabafo em forma de e-mail, pois deveria ser pessoalmente para que os caríssimos pudessem ver meu semblante de desolação!
Meu sentimento de desolação ainda é maior quando percebo que faço parte da Comissão Nacional de Jogos capitaneada pelos Senhores, que visa melhorar a performance do portfolio de jogos, e não sou nem comunicado desta nova modalidade de apostas, o que nos remete a pensar que somos “usados” ao invés de buscarmos uma melhora em nossas possibilidades de negócios.
As vezes que pretendíamos desenvolver ou criar um novo jogo ou produto, ouvíamos a mesma frase, necessita-se de tempo para que a área de Tecnologia e Software viabilizem tal novidade, além de autorização do Ministério da Fazenda, visto sempre com dificuldades pelos trâmites legais, agora, o que vejo, um produto lançado num “piscar de olhos”. Oras, o que acontece de tão difícil quando o assunto envolve o lotérico?
Pelo bem de todos, incluindo a CEF, solicitamos que este serviço recém-criado, não frutifique em vossos balcões virtuais de aposta, pois isso certamente será o fim da rede lotérica, uma vez que o Negocial, pelas suas particularidades não está com tarifas condizentes com o mercado para nos tornarmos viáveis economicamente, enquanto angariadores de Negócios Caixa.
Esperamos em nome desta sofrida classe, que tenhamos uma resposta sincera das reais intenções da alta cúpula da CEF, para com o destino da Rede Lotérica, pois não tenho dúvidas, pelo “andar da carruagem”, não tendo uma reflexão profunda dos planos de ação, não terão mais Parceiros logo, logo… Enfim lamentamos a “miopia” estratégica de uma empresa com grande responsabilidade social e com mais de 100 mil empregos diretos”. Gilmar Cechet, Presidente – Sindicato das Lotéricas do Estado de Santa Catarina – SINDELSC.

 

Fonte: BNL